Palma Travassos Patrimônio Histórico

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Uma das maiores expressões verdadeiramente ribeirão-pretanas é o Come-Fogo, a rivalidade entre o #Bafo e o #Pantera, duas agremiações que arrebatam corações locais envoltos em suas paixões, sempre foi um dos combustíveis para a sobrevivência de uma das culturas genuinamente locais.

Contudo, ontem tive o prazer de, junto com dois outros vereadores, Renato Zucolloto e Elizeu Rocha, apresentar um Projeto de Lei que transforma o estádio Doutor Francisco de Palma Travassos, a Joia de concreto armado, como patrimônio histórico da nossa cidade.
Sou mais novo que a fundação do Palma, todavia, assim como dezenas de milhares de garotos da cidade, fui levado pelo meu saudoso pai Moacir, ainda com dois anos de idade para assistir o Bafo, e me apaixonei pela torcida e pela nossa Casa.
Os encontros no Come-Fogo, assim como grandes partidas que ali aconteceram permanecem como “patrimônio imaterial”, nas reminiscências de cada um que ali um dia pisou.
Foi também com meu pai que estive ali pela última vez, e por conta de sua perda, junto até hoje, pedaços entre a saudade, a imagem do seu sorriso idílico e a nossa intimidade bafuda, para ali retornar.
Quis a história que o segundo gol da Joia fosse feito pela majestade rei Pelé; e foi naquele gramado que surgiu para o futebol um dos maiores goleiros do mundo, Emerson Leão, que esteve em quatro Copas do Mundo defendendo a seleção brasileira.
O primeiro gol no profissional de Robinho pedalada, foi na Joia.
Foi naquele gramado, num amistoso entre Olaria e Comercial, o último gol de Garrincha, bi campeão mundial, mago dos dribles que nos “deu” a Copa de 62.
Nos encontros e desencontros da vida, o lateral João Pedro, formado no Leão do Norte, ocupa hoje a posição de Gimenez, jogador que foi do Comercial FC, morto no trágico acidente de avião que ceifou a vida dos jogadores da Chapecoense.

O Palma Travassos tem todas as qualidades como patrimônio histórico da nossa cidade, e quis a vida que o filho de Moacir, bafudo do Quintino II, fosse um dos autores desse reconhecimento.

E neste momento em nome dos ex-presidentes, Belmácio Pousa Godinho, criador do projeto em 1958; Jamil Jorge que presidiu o clube entre 1958 e 1959, e tentou arrecadar fundos para construção do estádio; e Romero Barbosa que deu efetivo início as obras, quero cumprimentar a todos os comercialinos de Ribeirão Preto.

Creio que este seja o recomeço de resgaste dessa tão linda história.

 

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